Preços dos imóveis residenciais podem cair em 2013

As medidas de estímulo à construção civil, anunciadas pelo ministro Guido Mantega no final do ano passado e que estão em aprovação no Congresso através da Medida Provisória 601, vão influenciar diretamente no bolso de quem pretende comprar a casa própria em 2013.

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Com a desoneração da folha de pagamentos, a redução de tributos e o acesso ao capital de giro durante o período de construção das habitações, há a possibilidade de os preços dos imóveis sofrerem queda até o final do ano, segundo a expectativa dos profissionais do setor da construção civil.

“Os preços podem até cair. Mas, [a diminuição] vai depender de uma série de fatores que serão aprovados pelo governo em relação à desoneração da folha de pagamentos. É preciso aguardar”, afirmou o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Claudio Bernardes.

 

Segundo pesquisa divulgada pela entidade, a variação média de preços reais dos imóveis residenciais lançados na cidade de São Paulo no ano passado foi de 3% em relação a 2011. Esta foi a menor alta verificada desde 2008, quando os preços subiram somente 0,4%.

Apesar da chance de os bens ficarem mais baratos, na avaliação dos especialistas, o mais provável é que os preços dos imóveis devam registrar um crescimento estável em 2013, próximos aos índices do ano passado.

“O crescimento do preço real do imóvel deve ser mais parecido com o verificado em 2012 do que nos anos anteriores”, apontou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Ainda segundo o estudo, o preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais novos na Capital ficou em R$ 7,2 mil em 2012, um aumento de cerca de R$ 600 em relação a 2011, quando o preço médio era de R$ 6,6 mil. O valor também é significativamente maior do que o anotado há dez anos (2003), quando metro quadrado custava, em média, R$ 2,7 mil.

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“O equilíbrio entre os lançamentos e as vendas que vimos no ano passado contribuiu muito para esta pequena alta nos preços. Há ainda outros fatores, como a matriz de custos da obra, o encarecimento de outorga onerosa, que também regulam os preços. Então, ainda não temos como prever”, completou Bernardes.

O governo vai reduzir de 6% para 4% a alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) do segmento e criar uma linha de capital de giro, por meio da Caixa Econômica Federal, com orçamento disponível de R$ 2 bilhões para pequenas e médias empresas, com faturamento anual até R$ 50 milhões.

Além disso, as empresas do setor vão deixar de pagar 20% de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e passarão a recolher 2% sobre o faturamento.

 

Fonte: ZAP

 

 

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