Contratações de crédito imobiliário devem crescer entre 15 a 20% este ano

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Os números referentes ao crédito imobiliário no Brasil são animadores. No primeiro bimestre de 2013 o financiamento de imóveis atingiu R$ 12,5 bilhões, o que significa um aumento de 15,7% do volume contratado no mesmo período do ano passado. Entre março de 2012 e o último fevereiro, os empréstimos para compra e construção, com recursos da poupança (SBPE), somaram R$ 84,5 bilhões. O cenário para 2013 é positivo, de acordo com o presidente da Abecip, Octávio de Lazari Júnior.

O crédito imobiliário demonstrou que estava fortalecido em 2012. Qual é a perspectiva para até o final do ano?
OCTÁVIO DE LAZARI JÚNIOR – As operações de crédito imobiliário já superaram as linhas bancárias de financiamento a veículos e estão prestes a ultrapassar as do crédito pessoal. Há equilíbrio entre oferta e demanda e bases institucionais sólidas, implantadas e fortalecidas nos últimos 15 anos, segurança jurídica para mutuários, construtores e incorporadores, além de agentes financeiros e investidores. O cenário para este ano é positivo para o crédito e, portanto, para todo o mercado imobiliário. Os bancos têm interesse em continuar elevando a oferta de crédito imobiliário, pois as carteiras habitacionais estão associadas à presença de bons clientes. As condições favoráveis à retomada do setor imobiliário também se devem à queda das taxas de juros, que asseguram a redução de custos em um setor que exige a mobilização de grandes capitais.

O volume de contratações de crédito imobiliário deve subir até o final de 2013?
Os resultados de 2012 indicaram um comportamento saudável e a tendência é de crescimento mais rápido, em 2013, projetado entre 15% e 20% pelos técnicos da Abecip.

É possível que faltem recursos para o crédito imobiliário nos próximos dez anos?
Para assegurar não apenas o pleno atendimento da demanda de crédito imobiliário no curto e no médio prazo, mas o atendimento de toda a demanda futura, inúmeras iniciativas estão em curso. A Abecip propõe a criação de um novo título bancário para permitir a rápida mobilização de recursos para o setor: trata-se dos covered bonds, testados e aprovados em mercados desenvolvidos. São dois os efeitos positivos do vigor da captação. Primeiro, o funding da poupança tenderá a atender plenamente à demanda até 2015, ou seja, por mais tempo do que se imaginava. Segundo, favorecerá a redução dos custos dos empréstimos tão logo a mudança das regras de remuneração das cadernetas afete o grosso da massa de depósitos. O comportamento das cadernetas favorece o crescimento sustentável do crédito imobiliário.

Quais fatores são determinantes para que o crédito imobiliário permaneça em ascensão no Brasil?
O setor imobiliário é um dos grandes contribuintes da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ou seja, da taxa de investimento cujo crescimento foi definido entre as prioridades do País. Tudo aponta, portanto, para um ritmo elevado de atividades do setor, com o pleno apoio dos governos federal, estaduais e municipais. Espera-se a manutenção do quadro de pleno emprego. A demanda de mão de obra favorece a preservação da renda dos trabalhadores. No âmbito dos poderes municipais, a expectativa é de “destravamento” das autorizações de construção, conforme a promessa das autoridades recém-empossadas. Em um ano em que a recuperação da economia é prevista pela maioria absoluta dos analistas, o ramo imobiliário tem condições de oferecer uma expressiva contribuição em termos de investimentos, oferta de emprego, demanda de insumos nacionais, recolhimento de tributos e aumento da renda e de prosperidade.

A inadimplência é algo que preocupa o crédito imobiliário no Brasil?
A inadimplência superior a três meses nos contratos com alienação fiduciária limita-se a 1,3% – baixíssima em relação a quaisquer modalidades de crédito.

Qual é a média de crédito que o brasileiro pede para comprar uma casa? Este número tem aumentado nos últimos anos?
A relação entre o montante financiado e o valor dos imóveis (LTV, ou loan-to-value) ainda é de apenas 63,8%, com evolução modesta de 2,7 pontos porcentuais nos últimos quatro anos, evidenciando o grau de segurança do SBPE. E o aumento do endividamento das famílias registrado nos últimos anos deveu-se em muito à troca do aluguel (que não é considerado dívida) pelo financiamento imobiliário, o que afasta maiores apreensões com o volume de dívidas dos consumidores.

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Há alguma novidade prevista para os próximos anos por conta da procura por crédito imobiliário no país?
Para ampliar o atendimento da demanda nas grandes metrópoles, está em pauta a proposta de elevar o teto de financiamento pelo SFH de R$ 500 mil para R$ 750 mil, em avaliação pelas autoridades. Assim será possível melhor adequar a oferta e a demanda de imóveis.

Fonte: ZAP

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