Cuidados com a casa de verão.

casa de praia

Seja própria ou alugada, a casa em que você se hospeda durante o verão pode oferecer muitos riscos à sua saúde. Bolor, mofo e insetos são só alguns dos inconvenientes que podem acabar com a graça do seu verão. Mas o biomédico Roberto Martins Figueiredo, diretor da Microbiotécnica, em São Paulo, conta que é fácil contornar esses perigos: “Basta tomar alguns cuidados simples logo que chegar ao local, que não precisam de muito tempo ou dinheiro“. Confira as principais dicas que ele e outros especialistas recomendam.

Bolor na parede

Segundo Roberto Martins, aquele bolor que você vê nas paredes das casas de praia, por ficarem fechadas grande parte do ano e por acumularem a umidade da praia, é apenas uma pequena fração de todo o fungo que está morando ali. As consequências vêm principalmente para quem tem propensão a alergias, rinite e sinusite. Mas resolver o problema é simples: “Misture um copo de água normal com um copo de água sanitária”, indica o biomédico. “Em seguida, borrife a solução na mancha, que ficará amarelada ou branca, deixando de oferecer perigos à saúde.”

Mofo nos armários

Assim como o bolor, o mofo também favorece crises para quem sofre de alergias respiratórias, já que é composto pelos mesmos fungos. A solução, nesse caso, também é simples. Segundo o biomédico Roberto, limpar o armário com um pano embebido em vinagre branco elimina o problema.

Insetos

Baratas, além de asquerosas, são muito comuns nas casas de praia, principalmente se houver algum terreno baldio por perto. “Elas podem trazer doenças para dentro da casa e, por isso, devem ser evitadas”, explica Roberto Martins. Caso a casa seja alugada, o biomédico recomenda que você sempre exija do proprietário o certificado de desinsetização, que deve ser anual para deixar a casa segura.

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Repelentes

A picada de inseto incomoda e pode causar até reações alérgicas. A principal preocupação, entretanto, são os mosquitos que provocam doenças, como a dengue, a febre amarela e a malária. De acordo com a infectologista Melissa Mascheretti, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), para prevenir picadas, vale usar repelentes corporais e roupas compridas e claras, que afastam os mosquitos.  Durante a noite, uma boa estratégia é lançar mão dos repelentes de inseto para tomadas ou até mesmo da vela de citronela, que deve ser acesa no ambiente fechado quatro horas antes do sono para que faça efeito.

Piscina

Na piscina, o principal risco é a micose.  Para evitá-la, é preciso que a piscina receba a limpeza adequada. “Enquanto estiver em uso, ela deve ser aspirada diariamente e receber cloro de uma a duas vezes por semana”, explica Roberto Martins.

Caixa d’água

Água parada pode virar alvo de insetos e fungos. Para evitar que isso aconteça, é preciso que a caixa d’água seja higienizada, pelo menos, de seis em seis meses. “Caso a casa seja alugada, o proprietário deve comprovar a limpeza por meio de certificado dado pela empresa que fez a limpeza”, explica Roberto Martins.

Primeiros socorros

Antes de alugar ou comprar a casa, certifique-se de que há um hospital nas redondezas para recorrer se houver alguma emergência. Além disso, é sempre bom ter uma caixa de primeiros socorros. O biomédico Roberto Martins recomenda que sejam levados sempre açúcar e sal (caso seja necessário preparar um soro caseiro), esparadrapo, pomadas simples para queimaduras e outros itens básicos de primeiros socorros. “Caso haja a necessidade de medicamentos mais fortes, um médico deve ser consultado”, recomenda o especialista. “Nunca tome medicamentos por conta própria.”

Travesseiros, toalhas e roupas de cama

Roberto Martins conta que a validade de um travesseiro é de dois anos: “Depois disso, cerca de 25% de seu peso é composto por ácaros – vivos e mortos – e pela sua excreção”. Se o travesseiro que você vai utilizar já tem essa idade, compre uma capa, de algodão por dentro e impermeável por fora. Isso vai te proteger de uma possível alergia respiratória. A roupa de cama e as toalhas do banho, se lavadas, podem ser usadas sem nenhum problema. “Também vale a pena levantar os colchões para ver o que tem embaixo deles, principalmente nas proximidades dos arremates, pois você pode ser surpreendido por bolor e insetos”, afirma o especialista.

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Cozinha

O calor excessivo da praia deixa os alimentos mais suscetíveis ao apodrecimento e contaminação, aumentado o risco de intoxicação alimentar. “É comum que as pessoas coloquem o café da manhã na mesa logo cedo e só tirem bem mais tarde, depois que todo mundo já tiver comido, o que é um erro grave, já que os alimentos estragam rápido”, explica Roberto Martins. A solução é comprar esses alimentos em pequenas quantidades, principalmente os que precisam de resfriamento, como o presunto e o queijo, e colocar de volta na geladeira depois de cada consumo.  O mesmo vale para carnes de churrasco, que devem ser descongeladas na geladeira e não em temperatura ambiente.

Fonte: Minhavida

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